Isso custa muito caro!

Economia/Política, Fique por dentro, Leia Mais, Mais Lidas, Sem categoria, Utilidade Pública 4 de março de 2020

Isso custa muito caro!

Você já se disse isso diante do preço de algo que queria comprar?

Posso dizer por mim mesma, olhando as casas em Bruxelas, inevitavelmente penso nesta frase com muita frequência.

Isso me fez refletir no que acreditamos ser caro, barato, ou bom negócio.

Em uma posição de observador, percebo que são apenas julgamentos pessoais e que tudo depende da referência.

No caso, do quanto de dinheiro se tem disponível ou se está disposto a pagar.

Quando alguém diz que algo é caro, quer dizer em outras palavras, que a diferença entre o orçamento dela e o preço pedido não corresponde ao que ela pode ou quer pagar.

E isso não tem nada a ver com o preço, nem em ser caro ou barato.

Não é uma questão de dinheiro, mas de como a gente se relaciona com ele, de todas as emoções e comportamento que ele desperta.

Diante de certos preços podemos sentir raiva, frustração, por não poder adquirir ou vergonha por não ter o suficiente para pagar.

Acredito que tudo isso, também tem a ver com a capacidade de reconhecimento do valor.

Por exemplo, muitas pessoas deixam de comprar serviços ou produtos, pois dizem que é caro ou que podem fazer sozinhas.

Nesse caso, além do  julgamento pelo preço elas  não conseguem reconhecer o valor agregado daquilo.

A noção de valor agregado é muito pessoal e única. Preço é apenas o que pagamos, mas o valor agregado é o que levamos.

Por exemplo, a maioria das mulheres preferirão um cabeleireiro que acerte o corte, mesmo que o preço dele seja superior ao de outro, isso é valor agregado.

Muitas pessoas têm dificuldades em valorizar o que os outros fazem e o que elas mesmas fazem.

Cada vez que não conseguimos nos valorizar pelo o que somos realmente, teremos dificuldade de valorizar as nossas prestações de serviços, a qualidade do nosso  trabalho, de pedir um aumento, etc.

Ao contrário, quando as pessoas são claras com o valor de seus produtos, serviços, da qualidade do que fazem, elas conseguem pedir um preço com segurança e tranquilidade.

Pense nisso se você é um prestador de serviços ou se você vende produtos.

Mas e a casa? Essa nova percepção e abertura de consciência fez-me pensar nos critérios para que ela agregue valor na vida da minha família e na minha, mais do que o preço.

No mais, nada me impede de negociar o preço, em busca de uma solução “ganha-ganha”, onde todos os envolvidos ganham e são valorizados.

Para concluir, o que custa realmente caro é a falta de consciência de como lidamos com o dinheiro, das emoções que ele provoca, de estar preso nas mesmas situações e de repetir comportamentos que não ajudam a ter plenitude na vida.

Texto por Gina Salazar

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