Produtividade real ou produtividade na vida real

Fique por dentro, Mais Lidas, Mais recente, Não categorizado, Saude, Sem categoria 9 de dezembro de 2019

Bom, na prática, você já deve ter vivido diversas situações onde sentiu-se cobrado a ser mais produtivo, ou seja, aumentar seu nível de produtividade. Seja através de um gestor, do seu papel na equipe ou pelas bonificações no seu contracheque. Pode ser que sua atuação seja autônoma e você se compare com outros profissionais da sua área que estão no mercado. O que acontece é que como profissional você está sempre pensando em se destacar, ser reconhecido e valorizado, mas acaba frustrado com os resultados que está gerando quando encara o que realmente gostaria de estar fazendo.
Não sei pra você, mas por muitos anos na minha vida produtividade significava conseguir executar tarefas com ritmo acima do meu natural, e ainda usando técnicas que não combinam comigo. Acabava comprometendo ainda mais meu tempo, exigindo muito esforço e gerando estresse e ansiedade além do ponto.
Um profissional pode entender-se como produtivo ao trabalhar 16 horas por dia, de segunda a segunda. Mas este desequilíbrio poderá afetar a qualidade de sua produção e o seu relacionamento social e familiar. Sua saúde física e mental também pode sofrer um desgaste extremo, e o estresse encontrar lugar para se manifestar. Sendo assim, a produtividade nem sempre pode ser avaliada em um resultado isolado, para ser considerada como algo bom.
Segundo Marcus Buckingham, autor best seller internacional e consultor de negócios que estuda desempenho de equipes há quase três décadas, sua produtividade não pode ser medida por feedbacks, por modelos de desempenho, metas alcançadas nem classificações genéricas. É necessário ‘olhar’ para o indivíduo inteiro, ter conversas francas, frequentes e reais, observar dados em tempo real, saber o que exatamente ele está fazendo no dia a dia. É preciso ter dados de desempenho confiáveis ​​e imparciais sobre o que os profissionais verdadeiramente fazem. Sair da ‘bolha’ teórica e pensar no ‘ser produtivo’ na vida real, prática mesmo.
E então quando você olha para sua vida profissional não tem orgulho de onde está hoje. Sua rotina é cansativa demais e ainda não está satisfeito; sente-se inseguro muitas vezes e te falta confiança em si mesmo pra pensar em alguma mudança. No meio do turbilhão de pensamentos e emoções que te inundam ao falar sobre sua vida profissional, ter felicidade no trabalho parece mais uma cobrança que você tenta evitar, já que, no momento, pensar que o final de semana está chegando de novo já te alivia um pouco.

Você não está sozinho; se sentir cobrado a produzir mais e mais, corresponder ao chefe ou ao mercado de um jeito, mesmo que não faça sentido pra você, tem consequências importantes que precisamos repensar e estou aqui para te ajudar com isso. Ter um alto nível de produtividade é mais sério que muitos imaginam! E apesar de ter implicações em mais áreas da nossa vida que geralmente percebemos, também é mais simples do que a grande maioria pretende.
Não digo que é fácil, mas é muito simples sim. O método que eu trabalho está baseado no que você já tem de bom, suas forças, e é por isso que quando ‘viramos a chave’, tirando nosso foco das fraquezas que precisamos melhorar para as forças que podemos usar a nosso favor, tudo fica mais claro e acessível para qualquer um.
A curto prazo, perseguir uma maneira ou várias de aumentar sua produtividade, soa como sua única chance de ter o reconhecimento profissional ou a promoção de cargo que você tanto sonha, e geralmente ainda acompanhada de maior retorno financeiro.
Parece bom demais, mas lembra quando eu te disse lá em cima que existem consequências importantes que muitos de nós nem percebe? Pois é, e por isso é mais sério que muitos imaginam; a longo prazo o que você acaba encontrando é um estresse muito grande, seguido de frustração e falta de sentido. Quando repetimos técnicas ou o passo a passo de outro alguém para ser mais produtivo, na verdade estamos robotizando algo que só pode ser criado de forma individual e pessoal. E não só respeitando quem você é, mas incluindo sua essência naquilo que você faz.
Isso porque cada um de nós tem uma essência. A despeito do que você possa já ter pensado um dia ou não, você é um ser único e exclusivo, criado por um Deus inimaginável, com características únicas que não estão em você por acaso. Então, quando você quer produzir mais sem considerar essa essência, em algum momento vai entrar em conflito consigo mesmo, seja com seus valores, seus pensamentos, seu corpo ou suas preferências mesmo. Por isso, o que mais importa para que você tenha uma vida plena são as forças que tem; e você precisa conhecer e aprender a usá-las no seu dia a dia.
Você vai entender melhor isso no próximo tópico, onde vou mostrar como a Psicologia Positiva traz a produtividade para uma relação saudável com a gente, e comprova através de estudos e pesquisas o que funciona pra você construir um equilíbrio entre vida profissional e pessoal, que gera a felicidade que você quer experimentar, inclusive no seu trabalho.

Texto de Liluani de Paula

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