Outubro Rosa:Mês de prevenção ao câncer de mama.

Cotidiano, Fique por dentro, Mais Lidas, Mais recente, Utilidade Pública 27 de setembro de 2019

O câncer de mama hoje é o câncer mais comum em mulheres e o segundo câncer mais comum em geral. Houve mais de 2 milhões de novos casos em 2018 no mundo segundo dados do instituto internacional World Cancer Research Fund.

Segundo dados do Cancer Research UK, são  cerca de 55.000 novos casos de câncer de mama no Reino Unido a cada ano, cerca de 150 por dia (2013-2015). Este e o câncer  mais comum no Reino Unido, responsável por 15% de todos os novos casos.

Existe uma previsão que as taxas de incidência de câncer de mama aumentem em 2% no Reino Unido entre 2014 e 2035, para 210 casos por 100.000 mulheres até 2035. 1 em 8 mulheres e 1 em 870 homens serão diagnosticados com câncer de mama durante sua vida.

Para o Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres.

É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Considerado relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico. E a prevenção é extremamente importante nesses casos, quanto mais cedo descoberto maiores as chances de sucesso no tratamento.

Foi assim fazendo o autoexame que  a paulistana Ana Lívia Karagiannis, que mora em Londres há 24 anos, descobriu a doença. “Num autoexame após o banho e ( nem era Outubro) descobri um caroço tímido, que escondia um outro caroço, ambos revelados nos exames de imagem no hospital conta ela.

Ana Lívia fala de como foi a sua reação quando recebeu seu diagnóstico: “Em princípio perdi meu chão, mas logo decidi que iria encarar com alegria, levar na leveza, já que ISSO SIM era opção minha… o como lidar ao contar para os queridos, como ter forças para lutar contra essas células … logo as peças foram encaixando e me dei conta de que há um casamento entre o estado de espírito do paciente e o tratamento oferecido, e que só tudo isso junto poderia trazer bons resultados”.

Num primeiro momento, segundo ela,  veio o questionamento porque eu? Mas depois pensou porque não eu? E passou a encarar o Câncer como se fosse mais uma tempestade que tinha que aprender a enfrentar, usando as armas que foram oferecidas para ela lutar e buscando aquelas armas internas para se juntarem ao exército medico, diz Ana Livia.

Ela afirma que ficou preocupada em fazer o tratamento aqui, porque bateu insegurança, queria entender tudo na propria língua. Foi para o Brasil para contar pessoalmente sobre o caso para a família e fez consulta com a sua ginecologista e um oncologista por lá. A ginecologista disse a ela, que se ela pudesse escolher um lugar para ter câncer que ela estaria no lugar certo, já que o Reino Unido  tem grandes  pesquisas sendo realizadas, onde a  tecnologia de equipamentos e os recursos terapêuticos são de  ponta e onde está situado o renomado Imperial College.

Assim Ana voltou para casa e começou seu tratamento. Sua primeira sessão de quimioterapia foi dia 15 de abril de 2015, desde lá 10 cirurgias entre as pequenas e as mais sérias, experiências com novas drogas, todo apoio necessário, um tratamento exemplar segundo ela, tudo oferecido pelo NHS, sem nenhum custo extra. Ela mesmo afirma que não acredita que teria tido este tratamento em qualquer outro lugar do mundo. A última cirurgia foi agora dia 12 de setembro, uma mamoplastia simples para ajustar a simetria dos mamilos. Os cuidados são recorrentes e eu contínuo sendo muito bem tratada, conclui.

Ana Lívia que é uma pessoa muito positiva, afirma que o que fez ela passar pela tempestade foi a certeza de que tudo seria passageiro, que o suporte incondicional da família e dos amigos e a vontade de viver foram as três forças mais poderosas de todo o processo, que se revezavam dando empurrões de incentivo.

Segundo ela, esses anos de tratamento estão sendo um aprendizado: “O câncer me ensinou que quem entra numa tempestade nunca sai igual, não estou falando apenas da parte física mastectomia, cicatrizes, mas em todos os sentidos.

Por isso a minha mensagem a todas as mulheres é, toquem-se, explorem seus corpos, examinem, procurem ajuda médica caso ‘sintam’ algo preocupante e, que esse alerta não sirva somente para Outubro Rosa!!  E para quem esta passando pelo tratamento eu digo, não é uma brisa, mas não deixe que se transforme num tsunami. Logo, logo passa esse tempo de tempestade e você vai se perguntar se foi você mesma a protagonista dessa história de vitória

Fontes:

https://www.wcrf.org

https://www.cancerresearchuk.org

http://www.inca.gov.br

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